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DA NATUREZA DAS ESCRITURAS SAGRADAS

“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.”. (1 Tm 4:16)
ARTIGO 3
Da Natureza das Escrituras
"As Escrituras Sagradas foram escritas por homens santos, inspirados por Deus, de maneira que as palavras que escreveram são as palavras de Deus (I Pe 1:19-21; II Tm 3:16). Seu valor é incalculável (Rm 3:1-2; Sl 19:7-10) e devem ser lidas por todos os homens (Is 34:16; Lc 16:29; Jo 5:39)."  
 (Artigo 3º da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo)

A Bíblia é o livro de Deus:  Buscai no Livro do Senhor e lede... (Is 34:16)”;
Jovem do Departamento Soldados de Cristo
lendo a Bíblia Sagrada
A Bíblia é a boca de Deus:  “Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de  toda palavra que procede da boca de Deus”. (Mt 4:4).


A natureza, ou seja, a essência das Escrituras Sagradas é espiritual; não é um livro de invenção humana. “Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca qualquer profecia foi dada pro vontade humana; entretanto, homens (santos) falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pe 1:20-21).


Ela existe por inspiração Divina e, tem sido conservada pura até nossos dias pela providência de Deus. Ela em si mesma é completa; não tendo necessidade nenhuma de complemento escrito ou oral. “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça.”  (2 Tm 3.16).


A Marca da Falsa Religião
Qual é a marca de uma falsa comunidade cristã? Como conhecer a falsa igreja? A religião falsa é toda aquela que tem como fonte de revelação outras de revelação além da Bíblia. São grupos que se dizem evangélicos, mas usam livros como se fossem inspirados, ou vive em função de profecias, sonhos, visões, aparições e outras coisas semelhantes a estas. Não aceitam somente a Bíblia como única regra de fé e prática cristã.

Os Escritores da Bíblia Sagrada
Muita gente diz: “Este livro foi escrito por homens”. Essa gente não está errada no pronunciamento, mas no pensamento, sim. Tinha que ser homens mesmo, pois animais não poderiam fazê-lo; os anjos, por sua inteligência, se Deus os quisesse,  poderiam; mas, Deus não os quis, e confiou essa tarefa aos homens.

Importa saber que tipos de homens escreveram a Bíblia. O homem natural não teria capacidade própria para escrever tal livro, porque o Senhor Jesus orando ao Pai, disse: “Graças de dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e instruídos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque assim foi do teu agrado (Mt 11:25-26)”. Por mais sábio e entendido que seja o homem, não faria tais escritos sem a inspiração de Deus.

O homem natural, cheio do seu eu, se quisesse, não teria a vontade de escrever um livro contra ele mesmo, condenando-se a si próprio; mostrando sua degeneração total, tanto no campo moral, como espiritual. Além do mais, a Bíblia mostra a total incapacidade do homem, e exalta a soberania de Deus. Diz o apóstolo Pedro: “...porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana... (2 Pe 2:21).

Muita gente, saber, blasfema, do autor das letras sagradas. Não sabem que Deus escolheu homens para relatar a sua vontade. “... Homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo (2 Pe 1:21)”.

Deus é o autor da Bíblia, mas os escritores são homens santos. Porém, se Deus mesmo a tivesse escrito, a exemplo dos Dez Mandamentos, ela não teria mais autoridade. A Bíblia é como uma correspondência oficial; os escritores receberam ordem para escrevê-la:  “Disse mais o SENHOR a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel. (Ex 34:27)”.

Os profetas tinham consciência de que a palavra era de Deus: “Porque eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que mudarei a sorte do meu povo de Israel e de Judá, diz o SENHOR (Jr 30:2). Os profetas tinham certeza de que a Palavra do Senhor era enviada a eles: “Então, veio a Jeremias a palavra do SENHOR, depois que o rei queimara o rolo com as palavras que Baruque escrevera ditadas por Jeremias (Jr 36:27). O Espírito Santo ensinava aos seus servos as suas palavras: “Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais (1 Cor 2:13)”. Deus ordena que o povo ouça a sua Palavra: “Eles têm Moisés e os profetas; ouçam-nos (Lc 16:29).

O Autor das Escrituras
Deus é o autor do santo Livro. Ele inspirou os homens para escrever a sua vontade. Inspiração é sopro de Deus insuflando os escritores, de tal forma, que S. Paulo diz que as Escrituras são “... as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. – pois, continua o apóstolo - Toda a Escritura é inspirada por Deus (2 Tm 3:15-16)”.
Várias teorias sobre a inspiração da Bíblia:
a)    Há quem diga que os escritores tinham um alto poder de intuição; como um artista, ou um poeta, ou filósofo...;
b)   Há quem diga que o Espírito Santo iluminou a capacidade dos escritores. No caso, eles eram bem dotados, apenas, o Espírito Santo os ajudou;
c)   Outros dizem que as Escrituras foram ditadas, palavras por palavras; os escritores foram como que máquinas de datilografia. Algumas partes da Bíblia, de fato foram ditadas, mas, respeitados os estilos literários dos escritores;
d)  Outros dizem que a inspiração é dinâmica, ou seja, Deus inspirou, e os homens escreveram, também neste caso, o estilo literário dos escritores permaneceram.

Dessas teorias, qual ou quais, devemos aceitar? Bem, a Bíblia teve sua origem em Deus; mas, também teve a participação humana; a mensagem é dirigida aos homens, com capacidades finitas. Portanto, Como exemplo, notamos que existes diferenças entre as cartas escritas por Paulo e as escritas por Pedro; existem diferenças entre os escritores dos Evangelhos: Mateus, Marcos e Lucas, que narraram os mesmo episódios com palavras diferentes. O Pai-nosso narrado por Mateus 6:9-13 tem mais detalhes do que o narrado por Lucas em 11:2-4. Por outro lado, temos o caso dos Dez Mandamentos, escritos pelo próprio Deus – Ex 24:12. Ainda temos os casos das profecias que vieram por meio de visões – Is 2:1. Temos também, os fatos históricos que os escritores puderam contemplar com seus próprios olhos, ou que, alguém narrou para eles; e as poesias, que são declarações do homem para com Deus – Sl 15:1.

A conclusão a que chegamos diante deste mistério, é que a inspiração é dinâmica. “O trabalho do Espírito de Deus foi o de dirigir o escritor aos pensamentos ou conceitos que ele devia ter, deixando que a própria personalidade característica do escritor participasse da escolha das palavras e expressões”.  – Indroução à Teologia - Erickson, Milard J. (1997. p. 71). 

Livros Divinos e Livros Humanos
Após o período Apostólico, no século II, o Cânon (Padrão, modelo, norma, regra) Escriturístico ficou reconhecido com 66 livros. No Antigo Testamento, trinta e nove livros, começando com Gênesis, finalizando com Malaquias; o Novo Testamento, com vinte e sete livros, começando com Mateus e culminando com o Apocalipse. Esse é o cânon usado pelos protestantes hoje em dia.

A Igreja Romana usa um cânon mais ampliado contendo 73 livros; e, os protestantes, um cânon com 66 livros. Uns dizem que os livros foram tirados, e outros que foram acrescentados. O que estará correto? 

A explicação é que os sete livros são escritos de autoria humana e não de autoria divina, que foram inseridos na Vulgata Latina, tradução da Bíblia grega para o latim, feita por Jerônimo, no século IV, apesar dos seus protestos para não inserir aqueles livros no cânon. 
Estes livros foram reconsiderados no Concílio de Trento (1545-1562), passando com isto a serem chamados de Deuterocanônicos. A finalidade deste movimento foi de combater a Reforma Protestante. 

Esse livros são chamados de apócrifos (sem a  inspiração Divina ou obscuros). Os mesmos, apesar de serem bons livros, não tem valor para a verdadeira fé.
Eis a relação dos livros apócrifos: Tobias, Judite, 1º e 2º Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruc. Além destes, existem acréscimos nos livros de Ester e Daniel. Estes livros não constam nos originais Hebraicos.

Livros apócrifos e pseudoepígrafos são acréscimos às Escrituras Sagradas que produzem choque com Dt 4:2: “Nada acrescentareis à palavra que vos mando, e nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, que eu vos mando.” Também Ap 22:18-19: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescerá os flagelos escritos neste livro: e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisa que se acham escritas neste livro.”
Existem muitas religiões que usam a Bíblia como um chamariz para atrair e sustentar seus adeptos, mas, na realidade não a considera como a única regra de fé e prática cristã, pois suas tradições sejam orais, escritas, ou práticas, a sufocam. O que nosso Jesus Cristo falou sobre isso?  “E, assim, invalidastes a palavra de Deus, por causa da vossa tradição.” (Mt 15:6).

Religiosos que não creem na Bíblia, dia a dia, vão criando movimentos baseados em visões, aparições, sonhos, testemunhos e outras coisas mais. Não atentam para o que está escrito: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema.” (Gl 1.8).

Por se desprezar as Escrituras, passam-se grandes decepções e vergonhas, além de se lançar a mensagem da Bíblia em descrédito, sendo essa a principal finalidade de Satanás.
Por desprezar a Bíblia, marcam-se  várias vezes a Vinda de Cristo e nada acontece. Veja essa relação de pessoas que endoidaram a cabeça dos crédulos: Bispo Hilário: 365; Pedro Eremita: 1º/01/1000; Papainoncêncio III: 1284;  Melchior Hoffman,  profeta anabatista: 1533;  Keach, cristão batista: 1689;  os shakers, 1792; Margaret MacDonald, profetisa escocesa da congregação de Edward Irving: 1830;  William Miller: 21/03/1843 e 21/04/1844; Samuel Snow: 22/10/1844;  Ellen G. White: 1850 e 1856;  Joseph Smith, o visionário, fundador do mormonismo, que diz ter visto, João Batista e Jesus Cristo, pessoalmente: 02/1891; Reverendo Moon: 1981; Chuck Smith, pastor da Calvary Chapel: 1981; Hal Lindsey, escritor americano, no livro The Late, Great Planet Earth: 1988; Testemunhas de Jeová: 1914, 1915, 1918, 1920, 1925, 1941, 1975 e 1994; David Brandt Berg, ou Moisés David, fundador do grupo Meninos de Deus: 1993. (Fonte:  http://oulorivallanforumeir.77forum.com/t807-datas-previstas-para-o-fim-do-mundoque-nunca-aconteceram).

Por desprezar as Escrituras, alguém se auto-eleva a profeta semelhante a João Batista; a apóstolos (dom ministerial que teve cessação no final do 1º século); a pastoras e bispas, coisas estas nunca vistas na Bíblia ou na história da Igreja. Vale salientar que todos estes movimentos são contra a Soberania de Deus e pregam salvação pelos méritos humanos, menosprezando assim, o Glorioso Sacrifício de Cristo.

O valor da Bíblia  
(Rm 3:1-2; Sl 19:7-10; 1. Pe 1:23-25)
A Bíblia “É o mapa do viajante, o cajado do peregrino, a bússola do piloto, a espada do soldado e o guia do cristão.” (N. T. – Gideões Internacionais). O maior valor das Escrituras se reflete não para esta vida temporal, mas, para a vida eterna. Ela é indispensável para a salvação do homem. Relembra S. Paulo ao Pr. Timóteo : “... que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus (2 Tm 3:15)”.

O valor da Bíblia é incalculável para o comportamento da Igreja, pois ela não pode ensinar e nem se comportar em suas decisões conciliares sem ser iluminada pela luz do Espírito Santo falando nas Escrituras. “Escrevo-te estas cousas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade." (2 Tm 3:15-17).

É com a Bíblia que a Igreja doutrina, repreende, corrige, educa na justiça os seus membros e a ales proporciona a fé verdadeira. Qualquer pessoa que queira a felicidade no seu lar, no seu trabalho, no seu ministério, nos seus relacionamentos como Deus e com o próximo, deve se utilizar dos seus ensinos.

Um governo, bem sucedido deverá aplicar os seus princípios. Nela encontramos ciência, história, geografia, filosofia, religião, ética profissional, psicologia, a alimentação sadia, previsões acerca do futuro, etc. “Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atende-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareei e a a estrela da alva nasça em vosso coração." (2 Pe 1:19).

Quem Deve Ler As Escrituras
Todo mundo deve examina-la. Veja essa recomendação: “Eles têm Moisés e os profetas: ouçam-nos.” Lc 16:29).  O cristão verdadeiro confia nas Escrituras Sagradas; sabe que Deus escolheu os escritores, os quais eram homens que o mundo não era digno deles; como também sabe que através da Bíblia o próprio Deus lhe fala.  Feliz é aquele que examina e confia nas Sagradas Escrituras.

E tu amigo, não te prives de examina-la, pois só por elas encontrarás a vida eterna, e a verdadeira fé; o poder para vencer Satanás; a cura para tuas feridas; e, condições para santificar-te e agradar a Deus. Se te aproximares dela, terás o auxílio do Espírito Santo. Fazei isto agora.

UM COMENTÁRIO DO 3º ARTIGO DA BREVE EXPOSIÇÃO DAS DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DO CRISTIANO por Pelo Pr. Luiz Dias

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