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CRENTE TATUADO: ADORADOR OU IDÓLATRA?

A origem do uso de tatuagens, segundo algumas fontes (http://www.flickr.com/photos/dagmarpereira/5195344368/), se deve aos habitantes do Taiti, os quais acreditavam que a mesma era algo de origem divina. Dizem que ela foi inventada pelos dois filhos do deus Távora, Mata Arahu (aquele que imprime com carvão de madeira) e Tu Ra’i Po (aquele que reside no céu obscuro) que se ornamentaram com tatuagens denominadas “Tao Maro” com o intuito de seduzir e tirar a virgindade de uma linda mulher, que era mantida prisioneira e vigiada por sua mãe; Hina Ere Ere Manua, que, movida pelo desejo de se deixar tatuar, conseguiu enganar a vigilância da mãe e ser  “tatuada” (e violada, também). 

Com certeza, a tatuagem é símbolo que representa religiosidade (que tipo?), violência, sexo, vícios e superstições. As raízes desta prática são tenebrosas, e o crente não deveria emprestar seu corpo para tais usos. 

A Bíblia, a única Palavra de Deus para os seres humanos, de modo nenhum autoriza a prática de tatuar o corpo; pelo contrário, o segundo Mandamento da Lei de Deus (Ex 20:4-6), proíbe terminantemente, o feitio de imagens de esculturas ou gravuras, até mesmo fora do corpo, quanto mais no próprio corpo, o qual não deve ser adulterado, pois o mesmo é templo do Espírito Santo e qualquer ofensa que fizermos a ele, Deus tomará vingança (1 Co 3.16-17). Devemos guardar as nossas almas para que as mesmas não sejam corrompidas através de gravuras na semelhança de animais, de homens, de aves, ou de figuras imaginadas (Dt 4. 15-18).

Há tempos atrás, tatuagens eram usadas pelas autoridades para identificar criminosos. Qual o objetivo de se pregar a favor de um uso cujas origens vêm das regiões onde o céu é obscuro (Ef 6.12)? Tatuagens não faz parte da cultura evangélica, mas, da cultura gentílica, portanto, é vaidade, ilusão, carnal, futilidade; faz parte do espírito mundano, sobre o qual somos exortados pela Palavra de Deus a não andarmos segundo ele (Ef 2.2). Não devemos aprender o caminho dos gentios (Jr 2.2-3), e não devemos praticar costumes abomináveis adotados pela sociedade profana (Lv 18:30).  Não devemos amar o mundo e nem as coisas que há no mundo, pois quem faz tal coisa não tem o amor do Pai (1 Jo 2.15). Enfim, tudo o que o crente verdadeiro fizer, deve fazer com o intuito de glorificar a Deus (1 Co 10.31). Tatuagem não é emblema de glorificação ao Senhor nosso Deus.

Nós, da II Igreja Congregacional, não adotamos tais usos. Preferimos a simplicidade. Aceitamos o nosso corpo, na sua forma natural. Não há necessidade de o crente usar esse espalhafato profano. Deus tem nos chamado à pureza e à simplicidade. Nosso Mestre, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, não usou, e não recomendou tais coisas; e, cremos que jamais usaria ou recomendaria esse uso a seus alunos; pelo contrário, Ele recomenda que o discípulo seja como seu Mestre (Mt 10:25). Seu discípulo, deve se purificar como Ele é puro (1 Jo 3.3). Talvez você, crente, alegue que todo o mundo está usando. E daí? Que temos nós com isso? Deixe todo o mundo usar, você, porém, tema a Deus e seja santo no corpo, na alma e no espírito (1 Ts 5.23). 

Pr. Luiz Dias

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