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O Governo Congregacional

Ocongregacionalismo  vem da palavra congregação, do grego ekklêsía (At 19.32, 39, 40), que significa reunião, grupo de pessoas, ajuntamento, igreja ou assembleia dos fiéis, ficando implícita a interação entre os membros da igreja. A Bíblia fala de igreja e igrejas (1 Co 1.2; Rm 16.16).— Dicionário Houaiss  e o Léxico Grego-português do Novo Testamento.
  Segundo Jesus Cristo, a igreja reunida em seu nome tem poder delegado por Ele ligar e desligar. Está Escrito: “E, se ele (o irmão iracundo) não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra, terá sido ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra, terá sido desligado no céu. Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer cousa que porventura pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai que está nos céus.”  (Mt 18.17-19). 
O governo congregacional considera Jesus Cristo como único cabeça de sua igreja, a qual é o seu corpo que se constitui de membros de determinada localidade que se reúnem em assembleia, na orientação do Espírito Santo, para administra as decisões concernentes ao Reino de Deus, independentemente de poderes externos, tais como Bispos, Arcebispos, Cardeais, Papas; Presidentes nacionais,  Distritais, Regionais; Presbitérios, Sínodos, Concílios, Supremos Concílios; Dioceses, Arquidioceses; Igrejas de cunhos Nacional, Internacional, Católica, Universal, Mundial, ou qualquer outro poder externo.
Nesse sistema, nem o pastor local, nem os oficiais, são maiores que a igreja reunida em assembleia. Por esse motivo é que  as igrejas congregacionais, são consideradas como independentes; e ao mesmo tempo, se unem em laços fraternais para manter comunhão e fazer a obra do Senhor Jesus. Por isso as igrejas, e cada membro individualmente, dever considerar a sublimidade de Cristo na Unidade da Igreja, pois quem luta contra a unidade da igreja de Cristo é faccioso e, consequentemente, está na carne.
Um gráfico para representar o governo congregacional pode ser um triângulo invertido, como vemos na figura ao lado. Qualquer crente com algum dom deve passar pelo crivo da igreja reunida em assembleia, pois o Espírito Santo envia obreiros por  meio da igreja (At 13.1-3), por isso é importante valorizar a igreja. Na assembleia de membros, o voto do menor crente, se estiver presente, é igual ao voto de qualquer oficial.  Já pensou nisso?
No congregacionalismo a igreja, é maior que qualquer título ou ofício, dentro ou fora dela, pois o poder de Deus está com, e na igreja; fora do crivo da igreja nada tem valor no reino de Deus (Ef 1.22-23; 2.10,21).
O congregacionalismo não significa desonra para o ministério pastoral ou qualquer outro ofício? Não, pois a Bíblia diz que às autoridades têm que ser respeitadas por cada crente individualmente (Rm 13.1; 1 Tm 2.2; Tt 3.1; Hb 13.17; 1 Pe 2.13-17; 2 Pe 2.10-11; Jd 8).
Se existe um modelo de igreja como este por que querer ser desigrejado,   praticar revoluções contra a igreja, ou querer fundar igrejas particulares nos lares, se, “Fora da igreja não há salvação”?
Jesus nos abençoe para que possamos entender e aceitar a igreja como uma dádiva de Deus, e lutarmos pela sua unidade e progresso. Amém!
Pr Luiz }Dias da Silva


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